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Os Elefantes

Elefantes têm sido mantidos em cativeiro para vários propósitos por milhares de anos. Eles são vistos por muitos como recursos naturais a serem explorados pelos seres humanos para satisfazer suas necessidades. Elefantes são colocados para trabalhar em atividades florestais, instituições religiosas, turismo, circos e zoológicos e são objeto de programas de reprodução em cativeiro.

Apesar do fato de elefantes serem altamente adaptáveis a uma enorme gama de condições na natureza, eles não se adaptam ao cativeiro. Existem hoje evidências suficientes de que, em cativeiro, elefantes sofrem de enfermidades físicas e mentais, que frequentemente levam à morte prematura. Pesquisas sobre aspectos biológicos dos elefantes na natureza revelaram a verdadeira gama de capacidades dos elefantes e as condições normais, físicas e sociais em que os elefantes se desenvolvem. Essas condições são raramente, ou nunca, atendidas nas tradicionais formas de cativeiro. Enquanto que o bem-estar animal está claramente configurado nos termos das “5 Liberdades”, para elefantes em cativeiro duas delas – liberdade para expressar comportamento normal e liberdade do medo e do sofrimento – são particularmente problemáticas.

A incapacidade de atender aos interesses físicos, sociais e cognitivos dos elefantes em cativeiro é evidente. Essa situação gera desafios: Como resolver da melhor forma as necessidades dos elefantes que já sofreram danos ou que correm um risco significativo de sofrerem – devido às condições tradicionais de cativeiro –, mas que precisam, necessariamente, ficar nesse ambiente, permanentemente ou por um determinado período de tempo? Como definir e gerenciar da melhor maneira um “santuário” – locais verdadeiramente seguros de refúgio e conforto – para elefantes vindos de uma outra forma de cativeiro, ou da natureza, como órfãos?

Elefantes africanos santuário

5 Liberdades

As cinco liberdades foram inicialmente formuladas pelo Conselho de Bem-Estar dos Animais de Fazendas, uma organização estabelecida pelo governo do Reino Unido, em resposta ao Ato de Agricultura (disposições variadas) de 1968:

  • Liberdade da fome e da sede – com acesso imediato a água fresca e a uma dieta adequada para manter sua saúde e seu vigor.
  • Liberdade do desconforto – através do oferecimento de um ambiente adequado, incluindo um abrigo e uma área confortável de descanso.
  • Liberdade da dor, de ferimentos e de enfermidades – através da prevenção e rápido diagnóstico e tratamento.
  • Liberdade do medo e do sofrimento – assegurando-se condições e tratamentos que evitem sofrimento mental.
  • Liberdade para expressar comportamento normal – oferecendo-se espaço suficiente, instalações adequadas e companhia de outros animais da mesma espécie.

Fonte: www.fawc.org.uk/freedoms.htm

Este documento NÃO apoia o cativeiro de elefantes NEM tampouco tem a intenção de ser um guia universal para o gerenciamento de elefantes em cativeiro. Deliberadamente, evitamos descrever em detalhes como as instalações de um santuário devem ser projetadas e gerenciadas. Em vez  disso, equacionamos o que acreditamos serem os princípios apropriados para qualquer um comprometido com esse trabalho.

Em alinhamento com a estrutura científica da carta magna dos elefantes, o “The Elephant Charter“, apresentamos aqui uma definição de santuário de elefantes que:

  • Reconhece e reflete o trabalho pioneiro dos santuários de elefantes existentes.
  • Estabelece princípios para guiar o desenvolvimento de novos santuários de elefantes, onde quer que eles estejam.
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