Para sempre Guida!

Guida

É com profundo pesar que o Santuário de Elefantes Brasil comunica o inesperado falecimento de Guida, umas das primeiras elefantas que residiu no Santuário.

Na manhã de segunda-feira Guida foi encontrada pela equipe de tratadores, numa pequena trilha, aparentemente sentindo-se incapaz de caminhar. Não é uma trilha fácil, mas Guida já nos havia provado ser uma grande desbravadora, atravessando terrenos muito mais desafiadores.

Nossa equipe, com o uso de ferramentas, alargou um pouco o caminho permitindo assim que Guida conseguisse descer até o pequeno riacho sazonal.

Os músculos de Guida estavam fracos, pareciam tremer por exaustão. A equipe de tratadores do SEB liderada por Scott Blais presidente, Kat Blais, vice-presidente e diretora de bem estar animal e Laura Pailillo, veterinária, seguiram abrindo caminho para que a retroescavadeira alcançasse Guida, ajudando-a a levantar-se e a arrastando para a pequena margem do riacho.

Durante todo o processo ela conseguiu dar um ou dois passos e se apoiou sobre um monte de terra para descansar um pouco, para mais um ou dois passos. Quando finalmente conseguiu sair, se deitou. Aplicamos fluidos intravenosos e medicamentos de suporte com a esperança de que descansasse um pouco. Mas após algum tempo sua respiração começou a oscilar até que parou.

Não sabemos ainda o que comprometeu a saúde de Guida. Esperamos que a necropsia, que será realizada no local, nos traga respostas.

Scott Blais, que possui mais de trinta anos de experiência trabalhando com elefantes, declarou: “Tragicamente, os danos cumulativos causados pela negligência implícita do cativeiro, pode criar impactos devastadores e inesperados na vida dos elefantes. Quando Guida chegou ao Santuário estava abaixo do peso esperado para sua compleição física e perdida num transe de reações repetitivas estereotipadas. Começamos a perceber sua transformação logo após algumas horas de sua chegada ao Santuário. Sua felicidade era incontestável”.

As outras duas elefantas, Maia que viajou com Guida no circo por mais de quarenta anos, e Rana que chegou há apenas seis meses, estão de luto pela morte da irmã e amiga. Permitiremos que Maia e Rana fiquem com Guida durante a noite, tendo o tempo necessário para prestar suas homenagens e se despedirem dela. É comum que elefantes honrem a morte dos membros de sua família.

“Este processo será particularmente difícil para Maia. As duas eram praticamente inseparáveis e celebravam suas vidas dentro do Santuário, emitindo altos trombeteios de alegria”, declarou Sr. Blais.

“Maia precisará de tempo para se adaptar e não há dúvida de que ela e todos nós carregaremos, bem dentro dos nossos corações, a alegria pura e plena que Guida dividiu com todos os que tiveram a chance de conhecê-la.

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