As patas de Ramba – e como elas se relacionam com as de outros elefantes em cativeiro

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No mundo dos elefantes, muitas vezes ouvimos menções sobre o cuidado e a saúde das patas. Você pode ter ouvido coisas como “a doença das patas é a principal causa da morte de elefantes em cativeiro” ou “50% da mortalidade de elefantes em cativeiro deve-se à doença das patas”. Embora sejam dados importantes, o porquê da doença geralmente não é explicado, portanto decidimos dar esse passo. Vamos atualizar as informações sobre a Ramba, contar um pouco sobre o que foi feito com o cuidado de suas patas durante as nossas 2 ½ semanas de visita e explicar um pouco mais sobre o cativeiro e o impacto que isso tem sobre as patas dos elefantes. Não queremos apenas contar sobre a Ramba, mas permitir também que você relacione isso aos muitos elefantes em cativeiro que estão sofrendo com esse problema, muitos de modo muito pior, e alguns, finalmente, morrendo por causa disso.

Ramba antes da viagem - patas

Ramba, antes de nossa visita

O motivo inicial da nossa ida ao Chile era analisar o estado de saúde de Ramba e obter amostras de seu sangue para verificar o progresso de sua doença causa das fotos que nos foram enviadas indicando perda de peso e de massa muscular, ficamos preocupados com a possibilidade de a doença ter progredido a um ponto crítico. Após nossa chegada, logo descobrimos que a perda de massa muscular tinha sido causada principalmente por conta de sua dieta, mas que esse não era seu único problema – percebemos rapidamente que suas patas estavam em péssimas condições. Ramba tinha um crescimento excessivo das unhas das patas traseiras, de mais de 10cm, o que estava fazendo com que se mantivesse em uma postura inadequada. Ela estava caminhando com os pés virados para dentro enquanto tentava se apoiar sobre os pés. Suas unhas dianteiras também estavam grandes demais, cerca de 5 cm acima do normal, mas isso não nos preocupou tanto quanto as patas traseiras. Decidimos então começar uma tentativa de fazer um tratamento nas patas, ao invés de irmos direto para a coleta de sangue, para nos aproximarmos lentamente dela (estivemos com ela durante muitas semanas, há dois anos atrás, quando a mudamos do circo para o parque safári) e recuperarmos sua confiança. A coleta de sangue requer mais confiança e um maior grau de relacionamento, quando feito com respeito, e como tínhamos ainda duas semanas, trabalharíamos nisso um pouco mais adiante.

Ramba antes da viagem - patas

Ramba, antes de nossa visita

Nossa primeira sessão de treinamento rendeu menos do que o esperado, e não temos vergonha em admitir isso. Quando se trabalha com animais, e se faz as coisas de maneira compassiva e respeitosa, ouvindo as dicas que eles lhes dão, reconhecendo as coisas com as quais estão e as com as quais não estão confortáveis, o resultado pode não sair perfeito. Em nossa primeira sessão, Ramba foi muito insistente e tentava agarrar o cesto de guloseimas. Ela ficava muito tempo tentando alcançar o cesto, algumas vezes cooperava atendendo a nossos pedidos de comportamento, mas não mantinha os mantinha por muito tempo. Ela colocava a pata para cima, mas só para que a tocássemos por um momento, e então a colocava de volta para baixo. Isso não é tão mal para um elefante que não recebia tratamento nas patas há vários meses, mas achávamos que não iríamos alcançar nossos prazos. Para a deixarmos saudável, suas patas precisariam de muito trabalho, e duas semanas eram pouco – teríamos que bolar algo, todos nós.

Reajustamos levemente nossa técnica, escolhemos diferentes áreas do celeiro, mudamos para a parte de fora, e também mudamos as recompensas. Tudo para tentar melhorar as respostas de Ramba frente aos treinamentos. Muitas coisas melhoraram: o respeito mútuo foi estabelecido e em poucos dias as coisas mudaram drasticamente, nos permitindo trabalhar com suas patas por alguns minutos seguidos. De todos os “mimos” que tentamos (frutas, vegetais, doces etc.), ela acabou gostando mais do cereal infantil “Fruit Loops” além de uma guloseima vinda do Brasil, sobre a qual falaremos em um próximo artigo). Usamos um balde cheio de frutas e legumes coratdos (como recompensa geral) e guardamos os “fruit loops” para uma recompensa maior por uma nova colaboração em coisas das quais ela  realmente não gostava (como o tratamento das patas traseiras, ou segurar sua orelha). Mas ainda houve alguns problemas ao longo do caminho. Ramba abandonou o tratamento umas duas vezes, simplesmente decidindo que tinha terminado, e saiu caminhando. Quando você faz o treinamento de reforço positivo sem prendê-los numa área fechada, precisa estar consciente de que eles têm a opção de ir embora se quiserem – tudo isso faz parte de oferecer-lhes uma alternativa de escolha, uma autonomia que nunca tiveram. Às vezes eles voltam, depois de algum tempo. Outras vezes, não. Embora nós sempre tentemos encerrar o treinamento com um resultado positivo, às vezes o elefante o encerra por você.

ramba antes da viagem - patas

Ramba, antes de nossa visita

Todos os elefantes são diferentes. Alguns gostam do treinamento porque parecem gostar de mostrar a você o quanto são inteligentes, alguns gostam de agradar pessoas, alguns se acham superiores a isso, alguns simplesmente não estão interessados, alguns parecem não se importar com isso e outros o fazem apenas pelas recompensas. Ramba claramente vinha para suas sessões para ganhar o cereal, e ela era incrivelmente cooperativa. Mas ela ficava um pouco frustrada quando estava tentando aprender algo novo (como “para trás”, que ela acabou entendendo), ou quando ela preferia tratar a pata esquerda em vez da direita. Ela não se exaltava nessas situações, apenas vocalizava com um bramido baixo, mostrando-nos que estava lutando com a situação. Em resposta ao que ela estava nos dizendo, mudávamos para algo mais fácil para ela, e depois voltávamos à tarefa original, e ela seguia muito bem. Nos tomava apenas alguns minutos para mudarmos nossa abordagem e, em seguida, retornarmos à tarefa original. E, ao fazer isso, mostrávamos a Ramba que a estávamos escutando, e isso construiu um alto nível de confiança em um curto período de tempo. Ela realmente foi incrível e muito fácil de se trabalhar e de se estar por perto. A partir do momento em que todos nós tínhamos um cronograma, com um sistema que funcionava, foi encantador. Nós nunca pedimos à Ramba para vir ao celeiro para alguma sessão: ela sabia quando tinha que ir, e mostrou-se muito pontual para seu cereal e, se não viesse, nós permitiríamos que ela  fosse uma elefanta, só pastando e aproveitando o momento.

ramba depois da viagem - patas

Ramba, depois de nossa visita

Estávamos com medo de não conseguirmos trabalhar com suas patas traseiras. Era evidente que não tinham sido tratadas, e ela estava lutando para colocá-las na barra  (não por incapacidade de fazê-lo, mas por se mostrar emocionalmente desconfortável com isso). Chegou um ponto em que percebemos que tínhamos que mudar de tática, pois com o tempo que nos sobrava, não seríamos capazes de obter o resultado esperado. Scott decidiu deixá-la manter os pés no chão e ver se ela permitiria que os tocasse desta maneira, para ajudá-la a entender que seria tudo de maneira gentil e respeitosa. A evolução foi rápida, e Ramba permitiu que Scott fizesse o trabalho em suas unhas enquanto se apoiava nas barras do celeiro. Ela nos surpreendeu, porque não mostrava interesse em deixar-nos tocar suas patas no início. Após algumas sessões, começamos a pedir para inclinar a pata para a frente, para trabalharmos na área de trás, ou para apoiar a pata para trás, para trabalharmos na área da frente. Não era perfeito, mas nos permitiu devolver a saúde para suas patas, e ela pôde voltar a andar e se posicionar corretamente. Com mais tempo de treinamento, poderíamos ter conseguido deixar Ramba confortável para colocar suas patas traseiras nas barras, mas como o tempo era curto, aparar suas unhas e restabelecer a saúde em suas patas eram prioridade.

Mantivemos uma agenda com Ramba que normalmente não faríamos com um elefante, mas nosso tempo era curto, e tínhamos muito a realizar. Trabalhamos em suas patas, e a deixamos acostumada a segurarmos suas orelhas, 3 vezes ao dia, por cerca de 20 a 30 minutos por sessão. Se ela estava se divertindo em algum lugar, ou se a agenda não permitisse, ou se ela estivesse simplesmente desfrutando do sol, pulávamos uma ou outra sessão. Mas na maioria das vezes eram 3 vezes por dia, e os “Fruit Loops” tornaram-se parte de seu dia-a-dia. Ramba foi realmente perfeita! Incrivelmente cooperativa e aceitou tudo o que nós pedimos.

É assim que se faz uma sessão de treinamento. É feita através de recompensas de reforço positivo: cortar frutas e vegetais para Ramba, separar os Fruit Loops. Um instrumento é usado (um cabo com uma bola de fita adesiva no final) para que saibam quando você quer partes específicas de seu corpo. Quando queríamos que ela se inclinasse para o lado, dizíamos isso a ela e tocávamos com o alvo onde queríamos trabalhar. No caso das patas, pedíamos a pata e colocávamos o alvo onde queríamos que ela colocasse a pata. Depois de um tempo, isso não era mais necessário: os elefantes são extremamente inteligentes. Ramba sabia o que nós queríamos, e ela o fazia. Havia uma pessoa trabalhando nas patas, e outra dando recompensas a ela. A pessoa encarregada de recompensar Ramba era responsável pelo bem-estar da pessoa que trabalhava nas patas. A pessoa que trabalhava nas patas tinha que se concentrar plenamente, para que a outra pessoa pudesse assistir e procurar sinais de dor ou desconforto, agitação, ou sinais de que deveríamos parar o tratamento.

ramba patasramba patas

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiramente, vamos começar com as noções básicas sobre as patas, para que você possa entender por que os cuidados com unhas e bases das patas são importantes. Os elefantes, essencialmente, ficam parados nas pontas dos pés. Como você pode ver na imagem, os ossos estão sobre uma almofada de gordura localizada que fica na parte de trás das patas e se estende até as unhas. Quando as unhas de um elefante crescem muito e ficam para fora da base esponjosa de sua pata (o lado de baixo de sua pata – como a sola de um tênis de corrida), isso coloca pressão diretamente sobre os ossos de suas patas, fazendo com que o peso todo se apoie nos dedos, ao invés de se apoiar na base da pata. São cerca de 4 toneladas pesando sobre seus dedos.

patas elefantes

Crédito: ARTeneratives

patas elefantes

Crédito: ARTeneratives

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta é a pata dianteira esquerda de Ramba antes de iniciarmos o tratamento. As duas unhas dianteiras estão muito longas, ao invés de curvadas, estão totalmente retas, o que é um problema. Elas se deveriam se parecer mais com a unha do lado esquerdo da imagem (que também está muito longa, mas que tem uma forma melhor).

patas da ramba

Esta é a mesma pata, mas vista por baixo. É mais fácil notar aqui que suas unhas ultrapassam a base de sua pata, então, quando a pata toca o solo, as unhas estão suportando a maior parte do peso. Esta base de pata também está aumentada, mas não está tão mal quanto a da pata direita.

patas da ramba

Esta é a pata dianteira frontal de Ramba, depois de a lixarmos um pouco em uma das sessões iniciais de tratamento. As áreas mais claras são as que foram lixadas. As unhas dessa pata também estão longas, mas a base da pata (a parte de baixo de suas patas, que lembra a sola dos tênis de corridas) está também muito crescida. Você pode ver que há sulcos muito profundos. Os elefantes devem ter alguns sulcos nas bases das patas, para ajudar com a tração, mas quando esses sulcos estão muito fundos acumulam sujeira e excrementos, podendo gerar uma infecção. Frequentemente, em elefantes, a infecção torna-se uma osteomielite (uma inflamação aguda ou crônica dos ossos), e quando ela se espalha pelo corpo, torna-se fatal. Se você olhar logo atrás das unhas na segunda foto, poderá ver que existe uma área diferente do restante da base da pata.Isto é, na verdade, uma saliência causada pelo fato da base estar muito crescida. Isso permite que uma quantidade grande de detritos seja retida por trás das unhas. A última imagem mostra como a base da pata fica quando cortada. Retirar partes da base da pata não machuca, pois esse tecido não é vivo, mas isso tem que ser feito pouco a pouco, procurando por sinais de que a densidade do tecido esteja mudando. Se você for muito fundo, pode fazer com que ela fique mais suscetível a perfurações, ferimentos e desconforto em geral.

patas da rambapatas da ramba

patas da ramba

Estas são as patas traseiras de Ramba. Esta é a pata esquerda taseira, depois de a lixarmos pela primeira vez. Você pode notar que as unhas estão crescendo  para fora, há muitas camadas que fazem com que as unhas se sobressaiam para fora ao invés de ficarem niveladas e mais orientadas para baixo. Isso pode não fazer sentido para você agora, mas fará quando você vir as fotos depois do corte das unhas. Esse é o crescimento excessivo que estava fazendo com que Ramba se mantivesse em postura inadequada, colocando esforço adicional em partes inadequadas de seu corpo.

patas da ramba patas da ramba

Agora, vamos tentar mostrar um pouco do progresso, junto com alguns dos problemas que encontramos ao longo do caminho. Conforme se lixam, se raspam e se cortam as unhas e as bases das patas, revelam-se os problemas que estavam escondidos por trás deles. Ramba tinha várias rachaduras e buracos em suas unhas e bases das patas. Sendo assim, muito deveria ser feito de uma vez só, porque a cura depende dessas áreas serem limpas e ficarem capazes de crescer de maneira correta. Porém, se os cuidados forem além do necessário, pode-se danificar a integridade das unhas, enfraquecendo sua estrutura como um todo, por isso, embora suas unhas não estejam “perfeitas”, fizemos o que foi melhor para a saúde de suas patas. Para ela, esse processo de cura pode durar de 6 meses a um ano, até que essas áreas com problemas se desenvolvam naturalmente – isso é parte dos motivos pelos quais a manutenção é essencial. Se Ramba tivesse um habitat maior, que lhe permitisse caminhar para locais distantes, subir colinas, e pudesse pastar mais de modo natural (usando os dedos para cavar o solo), suas patas precisariam de bem menos cuidados. Mas, devido ao pequeno tamanho de seu recinto, a recuperação natural das patas não ocorre.

patas da ramba

Esta é uma das ferramentas que são usadas para o corte das unhas e bases das patas. Ela tem lâminas em ambas as extremidades, pode ser utilizada para raspar as camadas das bases, aparar as cutículas e ser manobrada através das ranhuras. Devido à profundidade da base crescida em demasia (que você pode ver nas fotos anteriores), as cavidades por trás das unhas foram mascaradas. Não fomos capazes de limpá-la totalmente sem expor o tecido mole, que ficaria exposto a lesões e infecções. A principal coisa que fizemos para ajudar a iniciar o processo de cura foi chanfrar as cavidades, para prevenir o acúmulo de detritos (esta imagem é de quando estávamos no meio do processo – depois disso, houve mais cortes de unhas e da base, e mais chanfros).

patas da rambaEsta é outra ferramenta utilizada, uma lixa gigante. Ela é utilizada para lixar lentamente as unhas para baixo. Existem instrumentos de corte que podem ser usados, mas alguns elefantes não gostam da pressão que eles exercem sobre as unhas conforme cortam, nem do ruído que fazem. Lixar pode demorar um pouco mais de tempo, mas geralmente é mais confortável para o elefante. Há também outra ferramenta que usamos (uma faca curva, usada com cavalos), mas não temos fotos. Nos dois primeiros terços das sessões, Scott estava trabalhando nas patas de Ramba, e eu dando assistência a ela, então só tiramos fotos depois de terminar a sessão. Quando Carolina começou a participar, fui liberada para tirar fotos durante o tratamento, mas neste momento a faca não estava mais sendo usada.

patas da ramba

 

 

A área avermelhada pode estar associada com dano antigo no tecido ou contusões.

 

 

patas da ramba

 

A mancha escura é um buraco encontrado em sua pata traseira. O crescimento excessivo cria cavidades, que podem apodrecer. Esta área foi raspada.

 

 

patas da rambaA parte inferior de sua pata está brilhando porque está molhada nesta foto. Há um buraco bem visível na parte de trás de sua pata – pode ser um machucado antigo, ou uma perfuração pela fato da unha não ter sido aparada de maneira correta anteriormente. Isso só foi descoberto depois de tirarmos a camada em excesso da base da pata, que cobria o buraco. A foto foi tirada depois de o buraco ter sido limpo (era muito difícil vê-lo numa foto antes disso). Isso terá que se desenvolver, como parte do processo de cura, e terá de ser limpo durante este período. A cor não indica uma condição específica; refere-se mais à textura, considerando a densidade.

Estas são algumas das fotos nas quais você pode ver o progresso do processo. Você também pode ver como a maioria das questões não evidentes nas primeiras imagens tornaram-se evidentes depois das unhas e bases das patas terem sido trabalhadas. Durante o corte das unhas, elas se encurtam e tornam-se mais arredondadas – na medida do possível não as enfraquecendo – e então, o excesso da base é retirada, e as rachaduras são limpas e cortadas tanto quanto o possível. E, se você olhar de perto, poderá dizer quais áreas e unhas foram trabalhadas naquela sessão, pelo claramente da cor naquela área.

Pata dianteira direita

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Pata dianteira esquerda (as bases das patas estão bem melhores que os da pata direita)

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Pata traseira direita – as unhas ainda estão muito longas e as cutículas não tinham sido feitas (estão ásperas e desgrenhadas)

patas da ramba

Pata dianteira direita

Estas são as unhas no nosso último dia no Childe. Elas estão molhadas, pois as lavamos para retirar a lama.

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Pata dianteira esquerda

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Patas traseiras

Você pode notar que as unhas não estão mais servindo de apoio para as patas; há um pouco de espaço sob as mesmas, agora as patas repousam sobre suas bases, como deve ser.

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Ramba se comportou nada menos do que como uma joia rara. Ela ficava com a pata levantada por vários minutos de cada vez, deixando-nos fazer o que era necessário. Ela descia a pata por alguns instantes, distribuía melhor o seu peso, e a levantava novamente sem que pedíssemos. Não havia nenhuma atitude desafiadora, ou desejo de sair dali, ela apenas aliviava um pouco o peso que estava sobre as outras três patas e encontrava um pouco de conforto novamente. Ela não poderia ter facilitado mais as coisas para nós. Ela nos permitiu realizar meses de trabalho com suas patas em apenas duas curtas semanas. Mostramos a Carolina e Hugo como manter suas unhas lixadas corretamente e como limpar as bases das patas e suas rachaduras, para que possam sarar. É um processo e uma jornada para todos nós, inclusive para Ramba, algo que esperamos continuar quando ela for transferida para o Brasil.

Estamos também incluindo um vídeo curto de uma das sessões do tratamento das patas de Ramba, apenas para mostrar como ela foi cooperativa. Escolhemos uma sessão que mostra Ramba colocando a pata para baixo para ajustar o peso do corpo, depois de Scott ter trabalhado nela por muitos minutos, apenas para mostrar como ela estava disposta e com boa vontade, mesmo sem termos pedido. Já mencionamos o quanto ela é perfeita?

–> Leia também o post “Ramba e as Bananinhas”

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